“Bandido que tentar enfrentar a PM não vai se dar bem”, diz coronel Euller Chaves

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Comandante da Polícia Militar da Paraíba falou, em
entrevista na RCTV, dentre outros assuntos, sobre os problemas da
Segurança Pública, mortes de PMs e redução da maioridade penal  Por Gustavo MedeirosApós o assassinato de mais um policial militar na Paraíba, o comandante
da Polícia Militar no Estado, coronel Euller Chaves foi o entrevistado
no programa 27 Segundos, da RCTV (emissora por assinatura do Sistema
Correio de Comunicação), onde falou sobre a atuação da polícia e a
situação da segurança pública. Ele falou que a PM da Paraíba está
preparada para enfrentar os bandidos à altura e que estes não terão
sucesso em afrontar os oficiais.Leia mais Notícias no Portal CorreioMortes de policiais“Estamos
doloridos de algumas pancadas que mexem com a vida humana, mas a PM é
forte e continuamos na luta. Haveremos de nos recuperar desses baques
que fazem parte do processo”, contou o coronel. Ele se referiu aos
assassinatos do cabo Bira, em Patos, no Sertão, e do sargento Da Silva, em Santa Rita, na Grande João Pessoa. Segundo ele, está clara a autoria dos crimes.No
caso de Patos, Euller afirmou ter certeza de que não houve intenção de
matar um policial. O cabo Bira foi morto após puxar uma arma de fogo.
“Ele planejou tanto uma reação que acabou dando a vida”, disse o
comandante, acrescentando que o fato servirá para salvar muitas outras
vidas, pois os envolvidos foram presos.Ele também não
classificou como ‘desfile’ da PM o que ocorreu após as detenções,
dizendo que foi apenas a condução dos detidos até a delegacia, pois os
mesmos estavam em São José do Bonfim. “O que é prioritário e essencial é
que houve uma resposta imediata da PM. Os policiais cumpriram com o
dever e não procuraram fazer exposições indevidas”, explicou o coronel,
dizendo ainda que “bandido que tentar enfrentar a Polícia Militar não
vai se dar bem”.Euller parabenizou a corporação, classificando a
operação como “louvável” e informou que os suspeitos foram devidamente
protegidos durante o trajeto, evitando, assim, uma reação mais acalorada
da população, revoltada pela perda de uma pessoa querida.Já o
caso de Santa Rita, para o entrevistado, foi totalmente distinto. Para
ele, é possível que os bandidos tenham identificado os agentes da
inteligência em viatura descaracterizada. O policial que sobreviveu,
inclusive, já fez a identificação dos suspeitos.Ainda dentro de
tema, Euller Chaves disse que o Brasil, que apresenta muitos problemas
socioeconômicos, precisa de um novo plano nacional de Segurança Pública.
Segundo ele, a polícia acaba herdando problemáticas advindas de fatos
como a pobreza e a falta de educação adequada. Ele procurou deixar claro
que não depende apenas das forças policiais para que se controle a
violência.Mesmo se mostrando satisfeito com a aprovação no
Senado da Lei que torna o assassinato de profissionais de segurança
pública crime hediondo, o coronel classificou como “mínima” a proteção
dos agentes em âmbito nacional. “É preciso dar segurança para quem dá
segurança”, enfatizou.Redução da maioridade penal“Queda
da maioridade não resolve problema da violência. Talvez minimize em
primeiro momento e depois piore. A medida não traz resultados concretos
para a redução dos crimes”, contou. Ele continuou dizendo que os menores
apreendidos “entrarão em uma escola superior e aprenderão mais sobre o
crime”, pois, segundo ele, o sistema prisional não ressocializa.Ele
criticou a legislação atual, principalmente no que diz respeito às
detenções por porte ilegal de arma, e disse que “menores que participam
de um crime precisam ser tratados pelo Estado de forma diferenciada,
para que não voltem a cometer mais atos criminosos. “Prender sem
qualidade da prisão não vai resolver o problema”.Euller comparou
a situação brasileira com a de países como Inglaterra e Itália, onde,
segundo ele, há um homicídio a cada 100 mil habitantes. A taxa global é
de seis a cada 100 mil. No Brasil, o número é alarmante: 29 a cada 100
mil. “Os países que conseguiram vencer a criminalidade endureceram as
leis”, concluiu.Explosões de caixas eletrônicosAs
ações constantes de criminosos contra agências bancárias também foi um
dos temas levantados em conversa com o jornalista Hermes de Luna. O
comandante da PM disse que a corporação já trabalha intensamente nessas
ocorrências. Ele informou que a polícia já prendeu e apreendeu na
Paraíba mais de 80 envolvidos em explosões.No entanto, ele disse
que em casos como esses, os bandidos podem responder apenas por furto
qualificado e receber sanções mais brandas. O coronel classificou tais
ações como terrorismo e devem ser tratadas como crimes hediondos.“O país precisa acordar para a necessidade de prender os bandidos e validar as ações da polícia”, finalizou.

Data: 
sexta-feira, Junho 12, 2015 - 08:00
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