Estudantes transformam Lyceu Paraibano em quilombo, na Capital

Compartilhe!

Estudantes transformam Lyceu Paraibano em quilombo, na Capital

Grupo de alunos ocupou a instituição na quinta-feira e celebrou Dia Nacional da Consciência Negra de forma diferente, nesse domingo

 

Reprodução/Correio Online

  • Atividades foram alusivas à cultura africana

Atividades foram alusivas à cultura africana

 

O Dia Nacional da Consciência Negra, comemorado nesse domingo (20) em todo o País, foi celebrado de forma diferente por alunos do Lyceu Paraibano, que ocuparam a escola desde a última quinta-feira à noite, em protesto contra a reforma do Ensino Médio, proposta pelo Governo Federal, e ao projeto Escola Sem Partido, que está em tramitação no Congresso Nacional, que prevê o fim da liberdade de expressão nas salas de aula ao proibir que professores e alunos discutam em sala de aula temas como: direitos iguais entre mulheres e homens, política, sexualidade, religião, história, filosofia e sociologia.

Leia mais Notícias no Portal Correio

Os alunos, que devem desocupar a escola nesta segunda (21), tiveram um domingo dedicado à cultura africana, como forma de refletirem sobre a importância do povo africano, suas tradições, assim como o impacto que tiveram no desenvolvimento da identidade da cultura brasileira. Pela manhã, eles tiveram aulas de capoeira e à tarde, oficina de turbantes, como forma de comemorar a data de forma especial.

De acordo com o estudante Gabriel Farias, 17 anos, aluno do 3º ano, a ocupação foi deliberada pelos alunos, por intermédio do Grêmio Estudantil, como forma de promover uma mobilização contra a proposta de reforma do ensino médio sem a promoção de um amplo debate com a classe estudantil. Segundo ele, durante a ocupação, há momentos lúdicos e culturais, com palestras, oficinas e até aulas especiais, conduzidas por eles próprios.

“Somos contra ao retrocesso da educação. Queremos mobilizar a comunidade estudantil para se posicionar contra a essas propostas que vão prejudicar a qualidade do ensino público”, comentou Gabriel.

A estudante Ohrara Meireles, 16 anos, do 2º ano, disse que a ocupação conta com o apoio dos pais e alguns professores que aderiram ao movimento para que a reforma do ensino medido seja feita a partir de um amplo debate com os seguimentos sociais e, principalmente, da comunidade estudantil. “Não podemos admitir que seja imposta a lei da mordaça em sala de aula. Queremos a escola livre e uma educação de qualidade para todos”, revelou.

Durante a ocupação, os aproximadamente 70 alunos que integram o movimento, criaram comissões especificas para organizar a estadia deles na escola nesse período. Uma cuida especificamente da alimentação, outra da limpeza, outro da programação cultural. Uma sala foi reservada para eles dormirem e a quadra destinada as atividades culturais.

 

Data: 
segunda-feira, Novembro 21, 2016 - 11:00
Compartilhe!

Comentários