INSS: SAIBA QUEM SERÁ ATENDIDO NO 1º DIA APÓS O FIM DA GREVE DOS MÉDICOS PERITOS

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INSS: SAIBA QUEM SERÁ ATENDIDO NO 1º DIA APÓS O FIM DA GREVE DOS MÉDICOS PERITOS

 

 

Os médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) retomam as atividades na próxima segunda-feira (25) após mais de quatro meses de greve. Mas como vai funcionar o atendimento para o público após o longo período de paralisação? Em nota, o INSS disse que “ao contrário do que diz a associação dos médicos peritos quando se refere ao retorno em “estado de greve”, em que os peritos atenderiam apenas parte da demanda, o INSS esclarece que a regra de priorização do atendimento é definida pelo próprio Instituto e está estabelecida nos seus normativos”.

Porém, apesar de afirmar que o próprio órgão é quem define as regras, estas normas não foram reveladas. Diante desse panorama, é aconselhável para os beneficiários que entrem em contato com a Central de Atendimento 135, que irá orientar a população e também para realizar os agendamentos e/ou reagendamentos necessários.

De acordo com a Representante da gerência João Pessoa da Associação Nacional dos Médicos Peritos do INSS, Cláudia Wanderley, os peritos continuam em estado de greve, mas decidiram retornar as atividades para que a população não seja prejudicada mais ainda. Segundo ela, os médicos irão realizar apenas as perícias iniciais.

“Essa parte de gestão de agendamento não é nossa. Nós estamos comunicando que, em função de quase 140 dias de greve e a incompleta insensibilidade do governo, o instituto não está preocupado em está tantas pessoas com essa situação, sem atendimento. Por conta disto, nós estamos dispostos a retornar as atividades para não prejudicar mais ainda os beneficiários”, explicou.

Ainda em nota, o INSS rebateu as acusações dos peritos de que não estaria negociando. No comunicado oficial, o órgão diz que empreendeu esforços e que a “intransigência da associação dos médicos peritos impossibilitaram que o movimento pudesse ser solucionado na mesa de negociação”.

“À categoria, foram oferecidas as mesmas condições e reajustes apresentados às demais carreiras com acordos já firmados ao final de 2015. O principal ponto de discordância, e que motivou o não retorno de parte dos peritos à atividade, é a exigência de redução da jornada de trabalho, de 40 horas para 30 horas semanais, sem a correspondente redução da remuneração. O governo já sinalizou com a possibilidade de estudar a implantação da jornada de 30 horas, mas propõe que isso ocorra em um contexto de reestruturação da carreira”, finalizou.

 

Correio da Paraíba

Data: 
quinta-feira, Janeiro 21, 2016 - 12:30
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