Juíza nega pedido de prisão e 26 suspeitos de fraudes em concursos ficam soltos

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Juíza nega pedido de prisão e 26 suspeitos de fraudes em concursos ficam soltos

Magistrada não atendeu a solicitação do delegado Lucas Sá, alegando que não havia elementos suficientes que justificassem a medida preventiva

Polícia | Em 13/07/17 às 18h01, atualizado em 13/07/17 às 18h07 | Por Pedro Alves

Divulgação/ PM

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O delegado Lucas Sá, responsável pela 'Operação Gabarito', solicitou a prisão de mais 26 suspeitos de atuarem uma organização criminosa que fraudava concursos públicos no Nordeste, mas teve o pedido negado pela juíza Andréa Galdino, da 4ª Vara Criminal da capital. A magistrada não quis dar entrevistas, mas, segundo a secretaria da Vara, a jurista entendeu que não havia elementos suficientes que justificassem as prisões. Comente no fim da matéria.

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Até agora, a Operação Gabarito, que investiga 98 pessoas, prendeu 26 suspeitos. O delegado identificou indícios de crimes de mais 26 investigados e, por isso, pediu a prisão deles. O titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDJ) de João Pessoa lamentou a decisão.

“Mesmo com todas as provas apreendidas, comprovantes bancários, cartões de inscrição em concursos, planilhas com divisão de lucros, interceptação, conversas em WhatsApp, entre outras coisas, a Justiça entendeu que os membros da organização criminosa não deveriam ser presos. Vamos em busca de mais evidências e reunir mais provas. Quem sabe com isso a justiça se convença de que o que esse pessoal fez é grave e que eles não podem ficar soltos”, desabafou Lucas Sá.

O último relatório da Polícia Civil, que deflagrou a quarta fase da operação, contém 300 páginas de conteúdo probatório. Segundo o delegado Lucas Sá, a investigação prossegue na busca de mais suspeitos que participaram do esquema.

A Operação Gabarito, da Polícia Civil da Paraíba, investiga um grupo suspeito de fraudar pelo menos 70 concursos públicos e vestibulares e lucrar ao menos R$ 18 milhões com a aprovação de mais de 500 pessoas. As fraudes teriam começado em 2005 na Paraíba e também em outros estados nordestinos, como Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Rio Grande do Norte e no Piauí.

Data: 
sexta-feira, Julho 14, 2017 - 08:45
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