SETE HOMENS E UM DESTINO: Resta saber se vão manter essa unidade

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SETE HOMENS E UM DESTINO: Resta saber se vão manter essa unidade – Por Marcelo José

Publicado por: Gutemberg Cardoso em 16/09/2017 às 11:46

Sete homens e um destino – por Marcelo José
Sete homens e um destino é um  filme que  conta a história de um grupo de homens que resolveram aceitar um desafio, e aceitar a missão de defender os moradores de um vilarejo. Mas não é sobre o filme que vamos falar. O número é mera coincidência. Esqueçamos o roteiro cinematográfico e vamos à realidade.

O senador Maranhão recebeu diversas lideranças políticas na noite desta sexta feira para comemorar seu aniversário. Em dado momento, coincidentemente, juntam para uma das dezenas de fotos registradas na noite, o aniversariante, mais o senador Cássio, os prefeitos Cartaxo e Romero, o vice prefeito Manoel Júnior, o deputado federal Pedro Cunha Lima, e o presidente do PSDB da Paraíba, Ruy Carneiro.

Hoje a repercussão já foi grande com a divulgação dessa foto. Se esses personagens estiverem no aniversário de Maranhão ano que vem, será explosivo. Resta saber se vão manter essa unidade, pois o governador Ricardo Coutinho sabe que tem de apostar na divisão desse grupo para ter chances efetivas ano que vem. Se não forem atingidos pela fogueira da vaidade, juntos são muito fortes para vencer as eleições de 2018.  Cada um sabe de sua importância e seu papel no processo político, senão vejamos :

MARANHÃO – o senador Maranhão deu a  volta por cima. Após perder as eleições em 2010 para Ricardo Coutinho, perdeu força e prestígio, mas revigorou-se em 2014 quando foi eleito senador. É um líder que  tem trabalho e respeito da população. Será decisivo no pleito do ano que vem.

CÁSSIO – O senador do PSDB vivenciou alternadamente momentos bons e ruins nos últimos anos. Perdeu a eleição de 2014, mas depois emergiu como líder que comandou o processo do Impeachment de Dilma. Alcançou a maturidade que lhe dá equilíbrio para não sair do foco com as provocações do governador Ricardo. É imprescindível no papel de articulador e tem a missão de convencer as ldieranças sobre a necessidade de continuar unidos em 2018.

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LUCIANO CARTAXO – Após a reeleição é o um quadro natural para unir as oposiçõesem torno de seu nome a governador. A sigla ajuda. PMDB e PSDB têm dificuldades de um apoiar o outro, mas se subirem juntos no palanque do PSD ficará mais fácil conciliar as questões paroquiais. O vento sopra favorável à Cartaxo. Os fatos conspiram a favor do prefeito da Capital, que terá uma missão : não deixar tantos aliados enfurecidos com sua falta de atenção.

ROMERO RODRIGUES –  É uma das grandes surpresas da política da Paraíba, positivamente. Quando foi candidato a prefeito de Campina, chegarama dizer que ele não tinha carisma. Fo eleito e reeleito, derrotando Veneziano e o candidato do governador e presidente da Assembleia, Adriano Galdino. Hoje tem nome para disputar o Governo, mas talvez não seja a vez dele agora. Terá papel fundamental se abraçar a campanha.

PEDRO CUNHA LIMA – É inegável a estratégia do deputado junto à população de João Pessoa, um peso eleitoral decisivo, principalmente para um político de Campina Grande. Está preparando um caminho mais longo para vôos mais altos. Não tem pressa, pra isso tem um conselheiro, seu pai o senador Cássio. Está fazendo seu próprio caminho, porque pertecne inegavelmente a uma outra geração de pensadores da política. Poderá ser chamado ou não, para uma participação mais efetiva na chapa do ano que vem.

MANOEL JÚNIOR – Apostou tudo no projeto de 2018.  Ou assume a Prefeitura da Capital e realiza o sonho de dar sua contribuição à cidade de João  Pessoa, com a candidatura de Cartaxo, ou vai pra disputa de federal novamente. Está tendo papel importante em abrir portas para divulgação do trabalho de Cartaxo.

RUY CARNEIRO –  O presidente do PSDB é homem de bastidores. Articula, escuta, dialoga bem, e consegue pavimentar bem um trabalho duplo e complicado, de costurar as alianças para 2018 e ao mesmo tempo pavimentar seu retorno à Câmara Federal. Ele sabe que tem hora que não adianta brigar para ser o protagonista principal, muitas vezes ser coadjuvante significa vencer para dividir poderes da gestão.

Data: 
domingo, Setembro 17, 2017 - 09:30
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