Suspeito preso na operação Parcela Débito em João Pessoa é demitido de cargo na ALPB.

Compartilhe!

Suspeito preso na operação Parcela Débito em João Pessoa é demitido de cargo na ALPB.

Um dos suspeitos presos na operação Parcela Débito, que investigou esquema de desvios no Instituto de Previdência do Município de João Pessoa (IPM), foi exonerado do cargo que ocupava na Assembleia Legislativa da Paraíba.

Conforme publicação da mesa diretora da ALPB, a decisão pela exclusão do servidor dos quadro se deu após processo administrativo disciplinar iniciado em 2015. O desligamento consta no Diário Oficial do Estado da quinta-feira (12).

Ainda de acordo com determinação da mesa diretora da ALPB, Carlos Alberto de Araújo Coutinho, foi desligado dos quadros da casa pela conduta prevista no artigo 121 da Lei Complementar 58 de 2003, que prevê a abertura de processo administrativo por alegação de acumulação de remuneração ou provento de forma ilegal.

Carlos Alberto de Araújo Coutinho é irmão do ex-vereador e ex-diretor do IPM, Pedro Alberto Coutinho, que morreu em maio deste ano em decorrência de um infarto fulminante enquanto jogava futebol.

Ele chegou a ser preso durante a operação Parcela Débito, desencadeada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), em parceria com a Polícia Civil e a Controladoria Geral do Município (CGM). As investigações abrangeram o período entre 2012 e 2017. O esquema, de acordo com a apuração, teria rendido prejuízo de aproximadamente R$ 25 milhões a erário no período.

De acordo com o coordenador do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Octávio Paulo Neto, o esquema funcionava com a inserção de benefícios irregulares nos contra-cheques dos pensionistas, porém, o dinheiro a mais não chegava ao seu destino. A ordem de pagamento seguia com o valor correto para o beneficiário e o restante era desviado para contas específicas, de pessoas que integravam o esquema.

Pelo menos 13 das 19 pessoas com mandado de prisão expedidos são servidores efetivos da prefeitura. O esquema contava com a participação de servidores, ex-servidores e pessoas alheias à administração pública. Só parte dos destinatários dos “benefícios” tinham conhecimento do esquema.

Fonte: G1 PB

Data: 
sexta-feira, Outubro 13, 2017 - 13:45
Compartilhe!

Comentários