
A equipe de reportagem do programa Olho Vivo, da TV e Rede Diário do Sertão, teve acesso, com exclusividade, à parte interna da casa que foi destruída por um incêndio na manhã dessa terça-feira (31), na Rua Laurindo de Sousa Rolim, bairro Tancredo Neves, Zona Norte de Cajazeiras. A tragédia deixou duas pessoas mortas.
A idosa Maria Constância da Costa, de 90 anos, conhecida como Dona De Lourdes, morreu carbonizada no quarto onde dormia. Já a filha dela, Ivaneide da Costa, de 64 anos, conhecida como Neide, morreu no Hospital Regional de Cajazeiras (HRC). Elas tinham raízes familiares no Distrito de Pau D’Arco, zona rural de Cajazeiras. A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros suspeitam que o incêndio foi provocado por curto-circuito em ventilador.
O entregador Vanesso Trajano, que é filho e sobrinho das vítimas, contou que o ventilador ficava ligado por muito tempo para amenizar o calor no quarto onde dona Maria Constância da Costa ficava acamada.
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“Ele deve ter esquentado, porque, geralmente, o ventilador ficava ligado dia e noite. Como a casa é forrada, a gente deixava ligado para dar uma esfriada no quarto”, narrou o familiar.
As imagens da destruição são impressionantes. Praticamente todos os móveis e eletrodomésticos foram atingidos, e a estrutura da residência ficou completamente comprometida. Havia dois ventiladores na casa, mas somente a perícia técnica de incêndio do Corpo de Bombeiros vai confirmar se o incêncio começou em um deles.
De acordo com a delegada Ana Valdenice, da 2ª Delegacia Distrital de Polícia Civil, mãe e filha estavam sozinhas quando as chamas se espalharam rapidamente. O estrago dificultou, inclusive, a perícia inicial da polícia.
“A gente está analisando a primeira perícia, que é científica, e requisitamos a perícia a ser realizada pelos Bombeiros Militares da Paraíba porque, com base nesses dois laudos, poderemos atestar qual foi a causa do incêndio. O quarto onde elas se encontravam está bastante deteriorado e dificultou demais, a priori, a realização dessa primeira perícia”, relatou a delegada.
Capitão Augusto Henrique, do Corpo de Bombeiros, participou da tentativa de reanimação da senhora Ivaneide da Costa na calçada da residência. Ela chegou a ser socorrida com sinais vitais, mas faleceu no hospital.
“Do chamado até a gente chegar no local foi, no máximo, cinco minutos. A gente chegou muito rápido, porque a gente estava próximo. Mas, infelizmente, a casa tinha muito material combustível, tinha uns panos espalhados, e o fogo é muito rápido”.
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