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Samara Martins é oficializada como candidata do UP à Presidência da República

A candidata defendeu a criminalização da misoginia, a responsabilização das plataformas digitais por conteúdos de ódio contra mulheres e a adoção de educação de gênero nas escolas.

26/07/2026 às 19h53
Por: Gilson Monteiro Fonte: G1
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Fotos/Assessoria g1
Fotos/Assessoria g1

O partido Unidade Popular (UP) oficializou neste domingo (26) a candidatura de Samara Martins à Presidência da República. Samara é dentista no SUS (Sistema Único de Saúde) e disputou a eleição presidencial de 2022 como vice de Léo Péricles, presidente nacional do partido.

Para este ano, o partido anunciou uma chapa 100% feminina. Como vice de Samara, a UP anunciou a guarda-portuária Raquel Brício, do Pará.

A convenção foi realizada na Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo. Além de filiados, estiveram presentes 13 candidatos a governos estaduais pelo partido, dos quais 11 são mulheres.

A candidata defendeu como prioridades de um eventual governo a reestatização de empresas privatizadas, a ampliação da contratação direta pelo poder público e a revisão do destino dos recursos do orçamento federal. Segundo ela, a proposta inclui “a nacionalização de todas as riquezas estratégicas do nosso país”.

Samara também afirmou que pretende realizar uma auditoria da dívida pública e suspender pagamentos para ampliar investimentos sociais. “Uma das medidas que a gente considera fundamental é que o orçamento seja destinado a essas questões sociais, em que o povo trabalhador esteja no centro”, disse.

Questionada sobre a viabilidade eleitoral da candidatura de um partido de menor expressão nacional, a candidata criticou o que chamou de desigualdade de acesso aos meios de divulgação e afirmou que a estratégia da campanha será baseada principalmente na atuação da militância em comunidades, escolas, universidades e locais de trabalho.

“É com a militância, com os filiados da Unidade Popular, que a gente construiu o partido até agora. É nessa luta de rua, olho no olho, conversando com as pessoas, que a gente quer disputar e ultrapassar essa barreira.”

Participação feminina

A respeito da chapa presidencial composta por duas mulheres — o partido também lança 12 candidatas a governos estaduais, em 17 candidaturas –, Samara afirmou que a representação feminina é necessária para enfrentar problemas como o feminicídio e a desigualdade de gênero.

A candidata defendeu a criminalização da misoginia, a responsabilização das plataformas digitais por conteúdos de ódio contra mulheres e a adoção de educação de gênero nas escolas.

Samara também disse apoiar mecanismos para ampliar a presença de mulheres e pessoas negras nos espaços de poder. “É necessário a gente forçar por lei que seja feita essa inversão”, afirmou, acrescentando que a medida deveria alcançar inclusive o Congresso Nacional.

 

G1

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