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Mãe que teve filho desenterrado em cemitério conta que família foi expulsa de casa em João Pessoa: “deram 1h30 pra gente sair”

O jovem foi morto na Cozinha Comunitária do Taipa, na quinta-feira (10), após ser perseguido por rivais e se esconder no local.

13/09/2026 às 12h55
Por: Gilson Monteiro Fonte: Clickpb.com.br
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Foto: reprodução
Foto: reprodução

Após o filho ser desenterrado, queimado e decapitado no cemitério de Cruz das Armas, a mãe do jovem de 22 anos contou que a família foi expulsa do bairro Gervásio Maia, em João Pessoa. O jovem foi morto na Cozinha Comunitária do Taipa, na quinta-feira (10), após ser perseguido por rivais e se esconder no local.

Neste sábado (12), após o enterro, um grupo desenterrou o jovem, o queimou e arrancou a cabeça dele e levou. “Meu filho já estava morto, enterrado, então vieram e fizeram isso com ele. Tocaram fogo, abriram, tiraram a cabeça, levaram e meu filho está aí. Aí eu pergunto: cadê a segurança desse cemitério?”, questionou a mãe do rapaz em entrevista ao Paraíba Diário.

Expulsão de casa

A mulher contou que a família morava há 17 anos no conjunto Gervásio Maia, mas um filho dela foi considerado traidor em uma situação e uma facção expulsou ele e os irmãos. Depois, expulsaram a mulher com a mãe e o pai, que é um homem acamado, que não anda e nem enxerga, segundo relatou ela.

“A gente morava no conjunto Gervásio Maia há 17 anos. Teve uma situação lá que ele foi tirado como traidor, então expulsaram ele e meus outros dois filhos de lá”, disse.

“Em seguida, foram na minha casa, meteram bala na minha casa e expulsaram eu, minha mãe e meu pai. O meu pai é acamado, não anda e não vê. Deram uma hora e meia para a gente sair de casa. Eu saí com minha mãe e meu pai”, acrescentou.

Ainda segundo a mulher, os filhos voltaram ao local e houve uma troca de tiros, na qual eles foram presos.

“Alguns dias depois, meus filhos foram lá. Nisso, teve uma troca de tiros e meus filhos foram presos e foram morar em uma comunidade vizinha porque não podia voltar mais pra lá”, declarou.

Depois, de acordo com a mulher, “na minha casa quebraram tudo. Não só eu, como outras famílias passaram pela mesma situação que eu. Dentro do Gervásio Maia existem várias casas que as famílias não podem voltar pra lá de jeito nenhum.”

Sobre a situação do filho, a mulher relatou que sofre e que famílias não devem pagar pelos erros dos filhos.

“Sofro. Sou mãe. A gente que é família, que é mãe não pode está pagando por erro de filho, por erro que a gente não fez. Bote isso na cabeça, vocês também têm família”, desabafou.

Lucas Isídio – ClickPB

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