
Reportagem especial produzida pelos jornalistas Henrique Santiago e Giuliana Saringer mostra uma triste realidade quem vem se alastrando pelo país após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.
Publicada nesta sexta-feira (11) no portal de notícias Uol, a reportagem narra a história da paraibana Tânia Monteiro, 46 anos, e expõe a radicalização política de patrões injuriados com o voto dos ‘empregados’ no candidato do PT à Presidência da República no pleito do último dia 30.
“Na noite de 30 de outubro, ela [Tânia] publicou em seu status no WhatsApp uma foto do presidente Jair Bolsonaro (PL) com a boca cheia de capim – uma crítica a um vídeo de 2018 em que o mandatário oferece relvas a eleitores petistas. Cerca de 30 minutos depois, uma cliente respondeu à mensagem dizendo que não precisava mais dos serviços de Tânia. Mais tarde, a irmã dessa freguesa também dispensou os cuidados com sua casa”, diz trecho da reportagem do Uol.
“A diarista conta que ficou surpresa e até tentou argumentar com as irmãs, mas uma delas já a havia bloqueado no aplicativo. Para a outra, apenas disse que ‘já tinha entendido’ o que havia acabado de acontecer, em referência à discordância política por ter votado no Lula”, acrescenta a reporgagem.
Apesar da retaliação das irmãs bolsonaristas, a diarista paraibana conseguiu dar a volta por cima depois que seu caso foi exposto pelo filho nas redes sociais.
“O caso foi compartilhado no Twitter por Jefferson, filho da diarista, e causou comoção entre os usuários. A publicação viralizou e tem mais de 7 mil retweets, 69 mil curtidas e 710 comentários até o momento”, pontua o texto, acrescentando que, além do apoio virtual, Tânia ganhou novos clientes desde então, e afirma que a sua agenda de novembro está toda fechada e agora tem que recusar pedidos de faxina.
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A diarista Tânia Monteiro, 46, comemorou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas tão logo soube do resultado final das eleições. Na noite de 30 de outubro, ela publicou em seu status no WhatsApp uma foto do presidente Jair Bolsonaro (PL) com a boca cheia de capim – uma crítica a um vídeo de 2018 em que o mandatário oferece relvas a eleitores petistas.
Cerca de 30 minutos depois, uma cliente respondeu à mensagem dizendo que não precisava mais dos serviços de Tânia. Mais tarde, a irmã dessa freguesa também dispensou os cuidados com sua casa.
A diarista conta que ficou surpresa e até tentou argumentar com as irmãs, mas uma delas já a havia bloqueado no aplicativo. Para a outra, apenas disse que “já tinha entendido” o que havia acabado de acontecer, em referência à discordância política por ter votado no Lula.
Freguesia da classe média dispensou eleitora de Lula
Paraibana de Ouro Velho, Tânia vive em São Mateus, zona leste de São Paulo, e trabalhava na casa delas havia cerca de um ano. As ex-clientes moram na Vila Formosa e Jardim Anália Franco, bairros de classe média da região leste da capital.
“Foi uma falta de respeito com a minha pessoa. O voto é livre e nós temos direito à escolha”, diz Tânia Monteiro, que completa: “Eu tenho um patrão que votou em Bolsonaro e achou ridículo o que elas fizeram comigo.”
O caso foi compartilhado no Twitter por Jefferson, filho da diarista, e causou comoção entre os usuários. A publicação viralizou e tem mais de 7 mil retweets, 69 mil curtidas e 710 comentários até o momento.
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