19°C 34°C
Patos, PB
Publicidade

Justiça aceita denúncia, e suspeito de matar gerente em shopping de João Pessoa vira réu

O Ministério Público definiu que o crime teve motivação fútil.

09/02/2024 às 20h18
Por: Gilson Monteiro Fonte: Maispb.com.br
Compartilhe:
 Foto: Divulgação/Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Luiz Carlos Rodrigues dos Santos virou réu pela morte de Mayara Valéria de Barros Ramalho, gerente de um restaurante do Mangabeira Shopping, em João Pessoa. A denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e recebida pela Justiça estadual aponta os crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio, porte ilegal de arma e cárcere privado. Também foi apontada motivação fútil.

O recebimento da denúncia foi confirmado nesta quinta-feira (8) pela promotora Artemise Leal Silva, responsável pela acusação. O juiz do caso é Antônio Gonçalves Ribeiro, que estabeleceu um prazo de 10 dias para que o réu possa responder à acusação.

Luiz Carlos teve a prisão convertida em preventiva no dia seguinte ao crime e foi levado para o Presídio do Roger, em João Pessoa. O MPPB defendeu na denúncia que ele seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A denúncia do MPPB

Na denúncia do MPPB, a promotora Artemise Leal Silva a detalha o crime que matou Mayara Valéria de Barros Ramalho. De acordo com a denúncia, o suspeito se submeteu a entrevista de emprego no restaurante no dia 6 de janeiro, sendo orientado que aguardasse em casa que a empresa entraria em contato.

No dia 12 de janeiro, apenas seis dias após a entrevista de emprego, o homem saiu de casa armado, portando cerca de 44 munições, foi até ao restaurante, onde consumiu alimentos, e saiu do estabelecimento em direção a gerente e ao proprietário, que estavam sentados na praça de alimentação do shopping.

Mayara Barros era gerente de um restaurante em shopping de João Pessoa e foi morta a atiros por homem que se sentiu rejeitado após entrevista de emprego — Foto: Reprodução

A denúncia registra que o suspeito questionou Mayara sobre o processo seletivo e ela conversou tranquilamente com ele. Porém, o acusado sacou a arma e atirou contra a gerente.

Segundo peças informativas consultadas pela promotora, o suspeito afirmou que estava passando necessidade e que foi à localidade cobrar da vítima uma oportunidade de emprego. A arma utilizada no crime estava sob posse do suspeito há cerca de 30 anos.

“Extrai-se das peças informativas que o crime praticado contra a vítima Mayara foi motivado em razão do ofendido não ter tido uma resposta acerca da vaga de emprego no Bar e Restaurante do qual a ofendida era gerente administrativa – caracterizando a futilidade do delito”, afirmou.

A promotora também defendeu a manutenção da prisão preventiva, considerando que ao denunciado são imputados os crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, cárcere privado, homicídio qualificado, em suas formas tentada e consumada, e também de caráter hediondo.

Além disso, o pedido também considera que o crime aconteceu em local e horário de grande circulação de pessoas, o que, segundo a promotora, demonstra o “destemor e a periculosidade do acusado”.

Crime premeditado

Após o crime, a polícia fez um trabalho de investigação na casa do suspeito. A perícia inicial que foi feita traz a tese de que o homem foi para o Mangabeira Shopping com o intuito de “cometer um ato grave”. As informações foram passadas pelo superintendente da Polícia Civil, Cristiano Santana.

“Foram colhidos depoimentos do proprietário e de funcionários do restaurante e, além disso, de uma forma muito positiva foi realizada uma perícia em um local relacionado e na residência do autor, onde estes elementos só corroboram o fato de que ele saiu realmente de casa com um propósito de cometer algum ato grave, não sabemos se seria homicídio”, disse.

O superintendente explicou também que na perícia realizada na casa do suspeito, havia inscrições na parede, onde existiam os dizeres que “ele não poderia ser julgado pelo que viesse a cometer”.

A polícia apreendeu com o suspeito 38 munições intactas e seis deflagradas.

No depoimento prestado para a polícia, o suspeito contou que recentemente passou por uma separação com a ex-companheira, morava sozinho e que não tinha ninguém. De acordo com a polícia, o homem não mostrou arrependimento em nenhum momento após a prisão.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Patos, PB
26°
Tempo limpo

Mín. 19° Máx. 34°

26° Sensação
7.92km/h Vento
39% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
05h37 Nascer do sol
17h30 Pôr do sol
Seg 34° 20°
Ter 33° 21°
Qua 31° 21°
Qui 32° 21°
Sex 36° 20°
Atualizado às 19h01
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Economia
Dólar
R$ 5,23 +0,18%
Euro
R$ 6,05 +0,21%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 347,128,41 -0,28%
Ibovespa
166,934,20 pts -0.1%
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias